terça-feira, maio 06, 2008

Brainstorming não é o bastante

Esses dias, conversando com um advogado sobre os termos técnicos (e que viram piada na maioria das vezes) inerentes a cada profissão, comecei a pensar sobre as origens das palavras nossas de cada dia dos publicitários.
Interessante saber que briefing, antes de virar aquele documento que ninguém da criação lê, era um documento com instruções detalhadas de operações militares, distribuído para os participantes de cada operação.
O popular brainstorming, ou na minha terra, toró de palpite, não é desde sempre uma desculpa cretina pra tomar café e falar mal da diretoria da agência. O termo foi se tornando popular a partir dos anos 30 e originalmente, era uma técnica - nem tão eficiente assim - de dinâmica de grupos para explorar a potencialidade criativa de cada indivíduo, colocando-a a serviço dos objetivos da organização. Até para o brainstorming havia regras e métodos: máximo de 10 pessoas envolvidas, mais quantidade do que qualidade, livre associação de idéias.
Mais interessante ainda foi descobrir que o brainstorming é conhecido como uma técnica de resolver problemas, e nesse universo, estão inseridas outras técnicas que oferecem diferentes caminhos para encarar um problema até encontrar suas possíveis soluções (achei essas na minha pesquisa): heurística, lateral thinking e concept map . A abordagem dessas outras técnicas beira o raciocínio lógico da matemática e os métodos nelas propostos, desde a caracterização do problema, até aos usos e indicações específicas de cada uma, são um assunto fascinante.
Em tempos de pensar fora da caixa, vale a pena pensar o próprio pensar fora da caixa.

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